segunda-feira, 10 de maio de 2010

Persiste o perigo da agressão chavista

Por Cel. Luis Alberto Villamarín Pulido


Enquanto aumenta a popularidade de Mockus, cresce a incerteza de votar em branco ou optar pelo "menos ruim". Assim, Vargas Lleras, Noemí, Pardo e Petro converteram-se em espectadores do duelo Santos-Mockus.

Muito oportunismo midiático, politicagem insossa e muito pouca substância programática. Ou não têm programas concretos, ou são muito precavidos para que os concorrentes não lhes copiem. Porém, a segunda opção é improvável.  

Dou um exemplo: continuidade da Segurança Democrática, Foro Militar e Defesa Nacional. Nem Santos, nem Mockus, nem Noemí, nem Vargas Lleras, nem muito menos Petro, inimigo destes assuntos e amigo de Chávez, têm sido coerentes, claros ou precisos a esse respeito.

Todos fazem politicagem com a Segurança Democrática. Até empurram goela abaixo do povo serem os gestores dessa idéia. Nenhum propõe estratégias articuladas em ações táticas definidas, entrelaçadas com programas de ação social complementares. Tampouco se pronunciaram em torno ao Foro Militar. Noemí utilizou este argumento com fins eleitoreiros, porém esse gesto não deixou de ser outro ato propagandístico.

Mockus confessou ignorar esta figura jurídica universal, necessária para a disciplina militar. Em contraste, está convencido de que com palhaçadas intimidará as FARC e, inclusive, exteriorizou seu desprezo pelas instituições armadas, até ao extremo de propor o desaparecimento do Exército.

De uma forma ou de outra, os candidatos argumentam moralismo ao redor da legalidade, baseando-se em que os erros de agentes do Estado devem ser levados inclusive à Justiça internacional. Do mesmo modo que seus antecessores no alto governo e na alta política, vêem as Forças Militares como um mal necessário. Não como a instituição que criou a República e que a salvou, quando a inaptidão de outros dirigentes similares a eles desembocou em guerras civis, enormes alterações da ordem pública e violência generalizada.

Parece que desconhecem que se se desmoraliza o Exército, nem eles nem o sistema que lhes permite liberdades vão continuar. Teriam se perguntado isto? Ou pensam que outros colombianos continuarão se matando para que eles usufruam do poder?

Frente à Defesa Nacional, Santos e Vargas exteriorizam leve preocupação, com o coro oportunista. Chávez prepara uma agressão armada contra a Colômbia. Correa e Ortega anseiam para que isto ocorra para ajudá-lo. Lula é o mais interessado em estimular a agressão chavista, para depois aparecer como o salvador pacifista.