sexta-feira, 27 de novembro de 2009

AC/DC em Sampa !



A famosa guitarra Gibson SG de Angus Young irá gritar logo mais no Estádio do Morumbi. A banda australiana AC/DC volta ao Brasil após 13 anos. E é por essa razão que os ingressos para a única apresentação da banda foram esgotados. Os fãs do grupo, na manhã de hoje, já estavam na entrada do estádio para garantir um lugar próximo ao palco mais quente do rock. É a paixão dos metaleiros brasileiros para com um dos grupos de Heavy Metal mais influente da história. O inferno, comandado pelos irmãos Young, terá presença de mais de 65 mil diabinhos enfurecidos. SALVE AC/DC!


Hondurenho, povo macho sim senhor!


Quando crescer, quero ser hondurenho! Nenhum representante bolivariano foi capaz de derrubar Honduras. ONU, OEA, Lula, Celso Amorim, Hugo Chávez, e Obama tiveram que ficar chupando manga. Micheletti deu uma boa lição ao resto do mundo de como desmoralizar a esquerda latino-americana através dos meios legais, chutando os traseiros sujos dos bolivarianos para bem longe. O Governo de Facto estava disposto a dialogar com Zelaya após o incidente na embaixada brasileira que fez aumentar a crise política em Honduras, mas o cowboy hondurenho continuava intransigente e desonesto, e, em inúmeras vezes, disse não querer diálogo para não retomar a negociação. Uma atitude destrambelhada de Zelaya que, fez com que os Estados Unidos mudassem de idéia e, começassem a apoiar as eleições presidenciais para o dia 29 de novembro. E claro, não poderia ser diferente, quando a esquerda se sente acuada, os atentados começam aparecer de uma hora para outra, mas que, felizmente, nada parece intimidar Michelletti que, continua na sua luta incessante contra os bolcheviques do século XXI.

A comunidade internacional não tem nem do que reclamar. Roberto Micheletti está cumprindo com a sua palavra de deixar o poder no fim do ano e garantir as eleições presidenciais. E Zelaya? E a Diplomacia Brasileira? Eles ainda tentam, da forma mais repugnante possível, adiar as eleições por 15 dias. Comportamento típico de terroristas comunistas. A cada dia que passa o discurso de Celso Amorim contra as eleições democráticas de Honduras se radicaliza, é o tom da derrota, o tom do desespero que toma conta da diplomacia bolivariana, que vê o projeto do Foro de São Paulo ir por água abaixo.

É por isso que eu digo: Hondurenho, povo macho sim senhor! Não é fácil lutar contra o resto do mundo mesmo quando está com a razão. As eleições serão realizadas no dia 29 de novembro, e nenhum chanceler fracassado irá intervir na democracia hondurenha. Ok Amorim?

terça-feira, 24 de novembro de 2009

O São-Paulino John Deacon


E ainda falando em Queen, encontro por acaso, essa foto do baixista John Deacon com a camisa do São Paulo.

Suponho que essa foto tenha sido tirada no primeiro show do Queen no Brasil, realizado no Estádio do Morumbi em março de 1981, quando a banda Britânica, no começo dos anos 80, resolveu ir à América do Sul.

É até interessante tocar nesse assunto. Em nenhum momento eu vi John Deacon com a camisa do São Paulo no vídeo do Show do Queen no Morumbi. Só para mostrar o quão aéreo eu sou hehe... Ao contrário do Oasis, Queen nunca teve ligação com o futebol. Uma imagem no mínimo curiosa.

Freddie Mercury - 18 anos sem o mito


 Hoje faz dezoito anos que o mundo perdeu Freddie Mercury. O ex-líder da banda Britânica Queen, se calou um dia depois de ter anunciado oficialmente que estava com AIDS, em 24 de Novembro de 1991.

 Dono da voz mais poderosa durante os anos 70/80, Freddie Mercury sempre foi conhecido pelo grande público por suas performances no palco, um verdadeiro showman, capaz de levantar multidões mundo afora em mega-concertos como Rock In Rio em 1985, Live Aid no mesmo ano, Wembley e Budapeste em 1986.

Luto eterno ao maior vocalista da história do rock.

R.I.P Freddie Mercury.


sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Irresponsabilidade de Tarso Genro

O Ministro da justiça, Tarso Genro, ultrapassa as fronteiras da cretinice, da sandice e da vigarice. O petralhismo é capaz de agredir uma nação historicamente amiga para defender Cesare Battisti, um assassino comunista sem escrúpulos. Comunistas assassinos viram mitos, como Prestes e o seu “Tribunal Vermelho”, que mandou sete pobres almas para debaixo da terra, inclusive a adolescente Elza, morta brutalmente pelo PCB. Para virar mito e, ter o aval para pegar em armas, é preciso matar em nome do comunismo, caso contrário, constará para sempre nos livros de história do Brasil, como sendo um facínora.

O ministro Tarso Genro, sem eufemismo, disse claramente em entrevista coletiva que o governo italiano é fascista. Isso demonstra o seu comportamento de advogado de porta de cadeia, um sujeito medíocre que, não perde o hábito de defender bandidos. Proteger um terrorista italiano, que em uma democracia consolidada, foi responsável por inúmeras mortes nos anos 70/80, é mais que “um tapa na cara” nas instituições democráticas na Itália, é um tiro na cara, com os mesmo requintes de crueldade em que um comunista executa seus inimigos.

Esse ministro irresponsável quer provocar um incidente internacional com o governo italiano a troco de nada! FORA TARSO GENRO!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Apagões viraram rotina na Venezuela

Venezuela vive rotina de apagões elétricos

 Dcomércio.com.br

 
O caos que o Brasil viveu na terça-feira, quando as luzes se apagaram do Ceará ao Rio Grande do Sul, está próximo de virar uma triste rotina na Venezuela. Só nos últimos dois anos foram seis apagões nacionais. Em muitas regiões do país os cortes de luz são constantes e ocorrem a qualquer hora. Não escapam nem as zonas petrolíferas, carros-chefes da economia venezuelana.

"Nos últimos anos, (o presidente venezuelano Hugo) Chávez preferiu investir em projetos que lhe rendessem dividendos políticos rapidamente", disse ao Estado o economista Maikel Bello, da consultoria Ecoanalítica, de Caracas. "Os investimentos em infraestrutura, de longo prazo, não foram feitos enquanto a economia crescia a um ritmo que às vezes passava dos 10% ao ano por causa da alta do petróleo. O resultado é esse aí."
 
Há um ano, quando as luzes se apagaram em Caracas em plena hora do rush, Chávez chegou a enviar o Exército às ruas para manter a ordem enquanto milhares de pessoas voltavam a pé para casa. O apagar das luzes já não causa tanto espanto. Mas se a situação já estava complicada, piorou ainda mais nas últimas semanas por questões climáticas. A Venezuela vive uma das piores secas de sua história - e 70% de sua energia provem de usinas hidrelétricas.

ESCASSEZ DE ÁGUA
 
 Agora, também falta água. Em diversos bairros da capital as torneiras secam duas vezes por semanas, conforme estipulado em um calendário de racionamento. Algumas escolas fecham suas portas e postos de saúde reduzem o ritmo de atendimento quando chega a vez de suas vizinhanças.
 
Chávez admite que há problemas de gestão nas estatais e criou um ministério para cuidar do assunto. Mas para ele os principais culpados são os de sempre: "Os oligarcas, consumistas e antissocialistas." "Não estamos em tempos de Jacuzzi", disse, num discurso na TV. "Senão que tipo de comunismo é esse?"

No início do mês, Chávez ameaçou multar as empresas que desperdiçarem eletricidade e deu orientações para ajudar os venezuelanos a superar a crise energética: os shoppings centers, "antros do capitalismo", devem comprar geradores que provenham 100% de sua energia; os cidadãos venezuelanos devem deixar uma lanterna ao lado da cama para ir ao banheiro à noite; e os banhos devem durar, no máximo, três minutos.
 
"Eu contei: três minutos e não cheiro mal", assegurou o presidente. Um conhecido site humorístico lançou o manual do banho comunista: "De 1min10s ao 1min20s - penteado punk com xampu, um clássico que nunca morre." Mas muitos venezuelanos opinam que a piada só tem graça para quem não vive o dia a dia do país.
 
"Se o presidente Chávez quer viver no Palácio de Miraflores à luz de velas o problema é dele", diz Aixa Lopez, diretora do grupo Afetados Pelos Apagões, que tem promovido protestos para pedir uma solução para o problema. "O governo prometeu US$ 18 bilhões em infraestrutura em 2005 e nós queremos saber para onde foi esse dinheiro. Não dá para entender por que Chávez não construiu as termoelétricas que prometeu se ele emprestou US$ 80 milhões para projetos na área de energia na Bolívia."
 
A falta de água e luz é hoje a quarta preocupação dos venezuelanos, segundo o instituto Datanalisis (depois da violência, a inflação e o desemprego). Há alguns anos não era nem mencionada nas pesquisas. No total, 66% da população não aprova o modo como o governo está lidando com a questão e, de acordo com analistas, isso colaborou para a recente queda de 10% na popularidade de Chávez.
 
A oposição tenta canalizar esse descontentamento para as urnas - as eleições legislativas serão em 2010. Pelas suas contas, só neste ano houve mais de 100 apagões localizados, que teriam provocado uma queda de 10% na produção industrial venezuelana.

ESTATIZAÇÕES

Chávez completou a estatização do setor de energia em 2007, após lançar o "socialismo do século 21". Na época, ele nacionalizou a Eletricidade de Caracas, controlada pela americana AES Corporation, e algumas empresas do interior do país. Mas mesmo antes disso os investimentos privados no setor já vinham minguando porque o governo congelou as tarifas elétricas em 2003.
 
Segundo o economista venezuelano Maxim Ross, diretor de uma consultoria que leva o seu nome, em todos esses anos o único grande projeto que avançou foi o da bacia do Rio Caroní, onde fica a Hidrelétrica de Tocoma - projeto do qual participa a brasileira Odebrecht.

"O problema é que agora já estamos atrasados", diz o economista. "Mesmo que o governo faça os investimentos necessários em hidrelétricas e outras fontes de energia, ainda teremos uns bons meses de suprimento problemático até que se comece a ver os resultados."

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terça-feira, 17 de novembro de 2009

Submissão de Barack Hussein

O Barack Hussein é um tipo de presidente que não se restringe a ser somente representante dos Estados Unidos, ele faz aquele papelzinho ridículo de homem simpático, se curvando diante de seus inimigos, para que possamos acreditar no seu lindo gesto pacificador, no melhor estilo “ONU de ser”. Para muitas pessoas, isso pode parecer besteira, mas não é. O Barack Hussein ignora as tradições americanas e, se curva diante do Rei da Arábia Saudita, no encontro do G-20 em abril, e não satisfeito, novamente, ele quebra o protocolo e repete o mesmo gesto diante do Imperador Japonês. E com os símbolos nacionais, será que ele tem a mesma postura? Duvido muito! Ele quer aparecer para o mundo e não para os americanos. Ele está mais preocupado em satisfazer os velhinhos do parlamento norueguês, do que verdadeiramente ser visto como o presidente dos Estados Unidos.

Hussein é uma espécie de presidente que só vive jogando para galera, ele me lembra, e muito, o ex-presidente americano Jimmy Carter. Eu tenho a impressão que, Barack Hussein começa o dia pensando no que a opinião pública mundial quer que ele faça.

Ele se curva diante do Imperador Japonês, do Partido Chinês, de Fidel Castro, do Rei da Arábia Saudita, de Hugo Chávez, etc. Agora, eu queria saber se ele tem o mesmo comportamento com países aliados, como Israel, por exemplo. Os aliados de Barack Hussein são outros, e menos democráticos.

domingo, 15 de novembro de 2009

Nicolae Ceauşescu - O Rei do Comunismo

PARTE 1



PARTE 2




PARTE 3



PARTE 4



PARTE 5







sábado, 14 de novembro de 2009

O ALTALENA

Por Ralph J. Hofmann

OpiniãoLivre.com.br

Alguns dias atrás um amigo me mandou uma série de fotos de Tel-Aviv. Em certo momento aparece um monumento na praia celebrando o afundamento do Altalena, navio carregado de armas compradas pelo Irgun Zwai Leumi. Este era um movimento de orientação de extrema direita uma das várias facções que lutaram pela criação do Estado de Israel, movimento que cometera atentados como o que vitimara o Conde Bernadotte, em missão de mediador pela ONU, e mandara cartas bomba para políticos ingleses.


O Altalena chegava num mau momento, havia sido celebrada uma trégua com os países árabes, durante a qual se convencionara que nenhum lado traria novas armas para a região. É verdade que os árabes continuavam se armando e fazendo ataques, mas Ben Gurion o Primeiro Ministro interino do Estado não queria ferir ostensivam.


Além disso, estava-se num processo de fente os termos do acordoundir todos os diversos grupos armados, de diferentes lideranças que haviam resistido o ataque dos vizinhos árabes, num único organismo, a Força de Defesa de Israel. Extinguiam-se os pequenos exércitos com diferentes orientações políticas. A chegada de um navio, com milhares de armas, destinadas a uma só facção implicava em ter um país com dois ou mais exércitos. Isto considerando que quando da independência Israel já havia uma estrutura de governo pronta, que atuava há anos a despeito do Mandato Britânico.
 
Não houve outra opção. O Altalena foi afundado. Nas próximas semanas todas as facções de combatentes se fundiram numa única força de defesa, em pouco tempo houve eleições gerais, e neste sessenta anos tem havido eleições e alternância no poder, a despeito de todas as dificuldades ou guerras que o país enfrentou.


Talvez tenha sido um dos momentos mais grandiosos dos dois velhos leões inimigos, Menachem Begin, do Irgun Zwai Leumi e Ben Gurion, o Primeiro Ministro interino, ambos essencialmente líderes políticos, não militares. Ben Gurion pela coragem de afundar o navio. Menachen Begin por, mesmo desconfiando de Ben Gurion ter, após o desapontamento, ter engolido suas mágoas e operado dentro de um jogo democrático pelas próximas dezenas de anos.
 
Levanto este assunto para mais uma vez ponderar o que são os exércitos privados como o MST. Num país que se diz democrático, a idéia de exércitos que se deslocam pelo país, atacando a quem lhes aprouver, dirigindo-se à OEA como se fossem um país é chocante. Francamente, o governo, ao não colocar um freio nesta situação pode ser um governo de direito, mas aceita que uma facção incômoda se aposse dos direitos de pessoas que se dispõem a viver à sombra de uma constituição.


Devemos considerar que não se trata só dos movimentos de agressão aos fazendeiros e agricultores. A existência de pessoas portando armas de grosso calibre nas grandes cidades é uma outra manifestação do mesmo fenômeno.


Fica claro com isto, que temos organismos corroendo a possibilidade de uma normalidade democrática. Na realidade não somos uma democracia. O judiciário aplica a constituição quando quer. Os ditos Sem Terra invocam direitos extra-constituição, ministros de estado mandam alocar verbas aos exércitos particulares. As penas efetivamente aplicadas a criminosos de alta periculosidade são uma piada.
 
Os políticos pegos em flagrante cometendo peculato dão uma risadinha, contam uma mentira qualquer, piscam para o povo pela televisão como para mostrar que são espertos e sabem que o povo gosta disto.


Da democracia apenas ficou o fato de elegermos os que aí estão. Mas na cabeça dos eleitos nestes últimos anos não há nenhuma noção de que há um objetivo maior a ser cumprido. Uma obrigação assumida ao ser eleito. É mero joguinho com contas coloridas.


Por mais que pense, não consigo pensar em sequer um político recente que tenha enfrentado com garra algum dilema moral, tenha tido de sacrificar algo de si, pelo país, como foi o caso dos dois leões de Israel em 1948.


E isto numa nação de quase 200 milhões de habitantes.


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Campanha de apoio à greve de fome de Cesare Battisti

Acusado de quatro assassinatos, o italiano Cesare Battisti, que aguarda a decisão do STF para a sua possível extradição, decidiu fazer greve de fome para tocar os corações dos juristas brasileiros, evidentemente, com o acompanhamento ostensivo da equipe médica petista.

Eu apoio a atitude do italiano e, até me disponibilizo para ajudá-lo nessa empreitada. Convencê-lo de ir até as últimas conseqüências.

Peço a todo mundo que entre nessa campanha de apoio à greve de fome do Cesare Battisti, o Gandhi às avessas. Só um conselho ao nosso amigo italiano, para que não sofra muito. Não seria preferível tomar injeção letal? Conselho de Amigo!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O "paraíso" cercado por concreto e arame farpado

Por Bruno Pontes

Mídia Sem Máscara

A imagem de um alemão tentando atravessar o muro de Berlim define bem a natureza demoníaca do comunismo. Aquela travessia, no mais das vezes, significava prisão ou morte. E mesmo assim os alemães arriscavam. Eles corriam para o outro lado como quem corre do diabo.

Vi na GNT um documentário sobre aquele monumento à opressão. Os telespectadores conheceram, entre outros casos, o de um piloto da Alemanha comunista que fugiu pelo ar para a Alemanha capitalista. Ao pousar numa pista que ele encontrou mais ou menos de memória (ele não tinha mapas precisos do outro lado), os funcionários lhe perguntaram se o avião estava com problemas. Naturalmente aquele avião não era esperado ali. E o piloto respondeu: "Não, não há problemas. De fato, eu diria que os meus problemas acabaram agora".

Ainda não. O piloto deixara para trás a mulher e a filha achando que, uma vez no outro lado, conseguiria buscá-las de algum jeito. Por três anos as autoridades da Alemanha capitalista negociaram com os comunistas para que a família pudesse se reunir. Vejam bem: três anos. Imaginem o drama desse homem temendo represálias da Stasi contra a esposa e a filha. E então, depois de três anos de impasse e angústia, elas desembarcam numa estação de trem no lado capitalista e se unem ao marido/pai. A família era uma só novamente, numa terra livre.

Outro caso emocionante foi o de três irmãos que também fugiram do comunismo pelo ar, em monomotores fantasiados de aviões soviéticos: os irmãos colaram estrelas vermelhas na fuselagem. Eles contam, com a empolgação do feito heróico, que os guardas do muro olhavam para os aviões, apontavam e gesticulavam, sem saber se deviam atirar. Um dos irmãos fez graça: "Eles estavam nos encarando, mas o que podiam fazer? Nós éramos soviéticos". O mais fantástico é que os irmãos acoplaram uma câmera na asa do avião e filmaram a fuga, da decolagem nervosa ao pouso no gramado do Reichstag. Sensacional.

São histórias e imagens lindas que nos chegam de Berlim. São as histórias que terminaram bem. É preciso lembrar, contudo, que para cada final feliz há centenas, milhares de tragédias. Homens, mulheres, crianças, idosos, pais, filhos, amigos separados fisicamente pela maior desgraça sobre a face da Terra no século XX: o comunismo.

Endosso aqui as palavras do professor Sachsida. Todos os alunos, de todos os níveis, deveriam aproveitar os festejos e perguntar aos professores - sobretudo os de história e geografia - o que eles acham do muro de Berlim. Peçam aos professores uma opinião sobre o regime comunista, o regime que confina seus escravos num paraíso cercado por concreto e arame farpado. É uma questão simples, e só existem duas respostas: a favor da liberdade do indivíduo ou a favor do sacrifício do indivíduo no altar do Estado.

Título original: "O outro mundo possível cercado por concreto e arame farpado"

Bruno Pontes é jornalista - http://brunopontes.blogspot.com

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Pump: O melhor álbum do Aerosmith

Os fãs mais antigos do Aerosmith, sempre buscam, através de uma discussão sadia, saber qual o maior álbum do grupo, Toys In The Attic ou Rocks? E os mais jovens, como eu, discutem o embate entre Permanent Vacation e Pump, dois álbuns que foram importantes para a retomada do Aerosmith no cenário mundial. E para mim, o Pump é melhor que Permanent Vacation, e indo mais além, o Pump é o melhor álbum do grupo americano, e digo isso com a certeza de que muita gente vai concordar comigo.

Nesse ano, no mês de setembro, o Álbum Pump completou 10 anos de lançamento, e para não deixar de lado esse momento, decidi, então, dar a minha opinião sobre o melhor álbum do Aerosmith.

O Pump detonou todos os álbuns anteriores do Aerosmith. O hard-rock com uma pitada de Blues, sempre foi à característica principal do grupo americano, só que nesse disco, especificamente, os instrumentos dos mais inimagináveis sons, fizeram parte do projeto. “Young Lust”, a primeira música do álbum, faz aquecer as turbinar do bom e o velho rock and roll; “Monkey On My Back” carrega a influência do Blues no grupo; “The Other Side” é a mais agitada e alegre, e demonstra bem o verdadeiro espírito do Aerosmith após a retomada de ânimo no fim dos anos 80; e para acabar, “Janie’s Got a Gun” e “What It Takes”, duas poderosas baladas que alcançaram notoriedade nas estações de rádios de todo mundo.

O Pump foi um das maiores obras de arte que o Rock nos proporcionou, devido à experiência e o amadurecimento dos integrantes do Aerosmith. Parabéns aos 10 anos de lançamento do Álbum, ainda que tardio.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Laura Pausini - Strani Amori

Letras.mus.br

Mi dispiace devo andare via
Ma sapevo che era una bugia
Quanto tempo perso dietro a lui
Che promette e poi non cambia mai
Strani amori mettono nei guai
Ma, in realtà, siamo noi

E lo aspetti ad un telefono
Litigando che sia libero
con il cuore nello stomaco
Un gomitolo nell'angolo
Lì da sola, dentro un brivido
Ma perché lui non c'è



E sono strani amori che
Fanno crescere e sorridere
Fra le lacrime
Quante pagine lì da scrivere
Sogni e lividi da dividere
Sono amori che spesso a questa età
Si confondono dentro a quest'anima
Che si interroga senza decidere
Se è un amore che fa per noi

E quante notti perse a piangere
Rileggendo quelle lettere
Che non riesci più a buttare via
Dal labirinto della nostalgia
Grandi amori che finiscono
Ma perché restano nel cuore

Strani amori che vanno e vengono
Nei pensieri che lì nascondono
Storie vere che ci appartengono
Ma si lasciano come noi

Strani amori fragili
Prigionieri, liberi
Strani amori mettono nei guai
Ma, in realtà, siamo noi

Strani amori fragili
Prigionieri, liberi
Strani amori che non sanno vivere
E si perdono dentro noi

Mi dispiace devo andare via
Questa volta l'ho promesso a me
Perché ho voglia di un amore vero
Senza te


O dia em que conheci Max Martins

Quando eu era garoto, sempre tive vontade de conhecer o grande poeta Max Martins. A minha vontade de conhecê-lo, aumentava a cada momento em que eu lia as suas obras literárias, e meus pais tinham uma relação de amizade muito forte com Max Martins, inclusive, o meu pai fazia poesias, e os lia para que o grande mestre fizesse suas avaliações. Lembro-me que várias vezes, eu pedia aos meus pais, para que eu pudesse ter a oportunidade de vê-lo pessoalmente, sempre insistia, mas o sonho não se concretizava. Até que um dia, eles me levaram a casa do grande poeta. Foi Incrível! Um gênio inigualável e ao mesmo tempo muito humilde. Max Martins me levou ao o seu escritório onde fazia suas poesias e, escutava atentamente o que ele dizia, para mim, parecia um messias, algo inalcançável, acima do limite da sabedoria humana, estava diante de um dos maiores poetas do Brasil, é claro que não poderia jamais esquecer desse momento especial. O dia em que conheci Max Martins!

Aqui vai a minha homenagem ao maior poeta do Pará, e um dos maiores do Brasil. Simplesmente Max Martins.

Teu Poema

Sonha-me! que teu sonho: Tenho essa viagem
Que tua estrela crespa, Margaret, das axilas sopra
O herzoguiano ( au fond
                          des golfes bruns)
Se debatendo, bêbado
                        Nesta garganta
                                              Barco
Que arrasto e sirgo selva a dentro
                                             (águas
caídas, ecos
da palavra madura, esperma, água sombrada)
                                            e o meu poema indo
                                            ao léu das febres, ao

Que almejo em ti - a Outra Margem

Extraído do livro "Caminho de Marahu (1983)

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Resumo sobre o Apagão de ontem

Trevas


Agências - 10/11/2009

Um blecaute de proporções gigantescas atingiu ontem à noite várias regiões dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Pará, oeste de Santa Catarina, Bahia e Minas Gerais, afetando a vida de grandes cidades como São Paulo, Santo André e Belo Horizonte. No total, 800 municípios de todo o País foram atingidos. Segundo as informações preliminares fornecidas pela empresa de energia Cemig, o motivo do apagão foi um problema na usina de Itaipu, no Paraná. As máquinas de Itaipu pararam e linhas de transmissão de Furnas caíram.

Mais tarde, responsáveis pela operação da binacional confirmaram que o problema existia e estava localizado no sistema de transmissão de energia. De acordo com a assessoria de imprensa do Operador Nacional do Sistema (ONS), caíram 17 mil megawatts, equivalentes à carga de energia consumida pelo Estado de São Paulo. Parte do Paraguai (áreas alimentadas por Itaipu) também ficaram às escuras. Os sistemas alternativos de Itaipu não funcionaram e até as 23h30 não havia previsão de retorno da energia. O problema poderá durar até dois dias.

Transporte – O metrô paulistano e os trens da Companhia Paulista de Transporte Metropolitano (CPTM) pararam e uma imensa multidão deixou as estações a pé em busca de uma alternativa de transporte. Muitos passageiros estavam no interior das composições quando houve a queda de energia. Eles foram obrigados a deixar os vagões e seguir a pé até as saídas de emergência.


No Centro da Capital, uma das estações do metrô com maior movimento era a Sé. Numa espécie de comboio humano, multidões se deslocaram em direção principalmente ao Parque Dom Pedro II, importante terminal de ônibus da cidade.
 
Segurança – Tão logo deu-se o apagão, o comando da Polícia Militar de São Paulo convocou soldados que estavam de folga para reforçar o esquema de segurança. Ao mesmo tempo, emissoras paulistanas davam conta de assaltos na área central, como na região do Anhangabaú.
 
A todo momento, os motoristas eram alertados para ter atenção redobrada nos cruzamentos e, sobretudo, com a movimentação de pedestres.
 
Twitter – A rede social Twitter teve papel importante na comunicação entre os paulistanos. Muitos informavam que estavam presos em elevadores. Outros relatavam que sentiam medo de caminhar pelas ruas escuras. Grande número estava em restaurantes iluminados a luz de velas.
 

Os de imaginação mais fértil garantiam que o apagão era propaganda do filme 2012, que trata da profecia maia sobre o fim dos tempos.
 
Testemunhos – A professora de matemática Sonia Furtado, que mora no Grajaú, zona sul da capital, estava na rua quando as lâmpadas de iluminação piscaram várias vezes. "Depois, ficou tudo escuro e eu tive dificuldades para chegar em casa", disse.
 
O zelador Hélio Alves de Queiroz, que trabalha em um prédio no bairro da Saúde, teve de abrir e fechar o portão da garagem manualmente para que os moradores pudessem entrar. Os moradores do prédio, que tem 18 andares, tiveram de subir para os apartamentos de escada. "Temos que garantir a segurança dos condôminos", disse.
 

A economista Cristina Borges Guimarães, moradora do bairro do Butantã, zona oeste da capital, estava em casa quando houve o blecaute. "Parecia fantasma. Apagaram todas as luzes da rua, exceto as da minha casa, que ficaram piscando", afirmou.

Vizinho ao shopping Pátio Paulista, no Paraíso, o administrador Thomas Morgan testemunhou momentos de tensão. "O shopping suspendeu as entregas e bloqueou entradas, provocando protestos", disse. "O pessoal na rua gritava e carros buzinavam." Segundo Morgan, o hospital Oswaldo Cruz estava com as luzes acesas, garantidas pelo gerador de energia.


Rio – Moradores de vários bairros do Rio de Janeiro e de outras cidades do estado ficaram sem luz. A falta de energia também afetou os aeroportos Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, subúrbio, e Santos Dumont, no Centro.
 
Segundo moradores, o fornecimento de energia elétrica foi interrompido, pelo menos, nas cidades de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, na Região Metropolitana, em Duque de Caxias, Nova Iguaçu e São João de Meriti, na Baixada Fluminense, e em municípios da regiões Serrana e dos Lagos.
 
Na cidade do Rio, ainda de acordo com moradores, todas as regiões registraram falta de energia. Ruas e principais avenidas da capital fluminense estavam às escuras. Por causa da falta de luz, a circulação das linhas do metrô e trens do estado foi interrompida, segundo as concessionárias que administram os serviços. No Recife, havia falta luz na região central da cidade. Em Belo Horizonte, falta luz em cerca de 20% da cidade.
 
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O Governo brasileiro encontrou os culpados pelo apagão

Após o apagão da Dilma na noite de ontem, o governo brasileiro, com a ajuda de seus militantes “talibã” do PT, tentou encontrar explicações sobre o ocorrido. Os apagões teriam sido obra de crakers, da elite branca, das privatizações, dos 500 anos de dominação estrangeira, dos imperialistas ianques, e claro, não poderia faltar ele, o FHC.

O Lula teve uma reunião com o Ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, para tratar do apagão. E após a reunião, em entrevista coletiva, o ministro finalmente encontrou os principais culpados pelo blecaute que atingiu 18 estados brasileiros. Foram Bóreas, Zéfiro, Eurus, Nótus e São Pedro que causaram todo esse prejuízo, é óbvio que o governo brasileiro não tem nada a ver com isso. O Presidente Lula é responsável pelos bons momentos, os maus momentos devem ser atribuídos às outras pessoas, o sapo barbudo é intocável.

Acabou sobrando para os deuses gregos do vento e para o coitado do São Pedro, o guardião das chaves do céu, tudo isso para defender cafajestes que governam o Brasil.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Policial russo é demitido após denunciar seus superiores

Definitivamente, não é fácil viver honestamente em países de terceiro mundo, ainda mais, quando se trata de um país que continua com os resquícios de totalitarismo soviético. Na Rússia, através de um vídeo postado na internet endereçado ao primeiro ministro russo, um policial acusou seus oficiais de corrupção. O corajoso Alexei Dymovsky, disse ser vítima de maus tratos na corporação, trabalhado forçadamente nos fins de semana, e verificando crimes inexistentes.

As agências ITAR-TASS e RIA, afirmaram que iriam investigar o caso e repassar as informações ao governo russo. Em somente duas horas de investigação, as agencias decidiram expulsar o policial da corporação, com o argumento fajuto de que o policial foi demitido “por difamação e ações que mancham a honra”, típico em países comunistas.

Mesmo com o fim da União Soviética, em 1991, os burocratas soviéticos ainda estão vivos e espalhados em todas as esferas públicas do país. O povo russo nunca viu de perto uma democracia, desde o tempo do império, e a cultura da corrupção está mais do que enraizada no Kremlin de Moscovo. Essa pouca vergonha é a prova disso.



TAMBÉM APLAUDO O FIM DO MURO. MAS QUERO MAIS

Por Reinaldo Azevedo

A “Queda do Muro Berlim” é digna, sem dúvida, de todas as celebrações pelo que significou de correta e necessária revisão do passado, mas contribui um tanto, caso não se tome cuidado, para obscurecer o presente e criar uma névoa que nos impede de ver o futuro com mais clareza. Explico-me.

 A queda do muro e o fim da União Soviética jogaram luzes sobre o horror e, em boa medida, o surrealismo socialista. Tudo aquilo que a propaganda anticomunista mais vagabunda plantou sobre o socialismo real — e é, felizmente, o único tipo de socialismo que existe — era pura falta de imaginação! A realidade era muito pior. E a antiga Alemanha Oriental, onde o regime adquiriu o, digamos assim, rigor germânico, era a prova da inviabilidade do modelo. Afinal, convenham: quanto mais disciplinado for o socialismo, menos ele funciona, não é mesmo? Só para citar um exemplo ideológico-escatológico: escolas eram dotadas de latrinas coletivas, um imenso galpão, onde os estudantes, na hora certa, tinham de fazer cocô, todos aos mesmo tempo. Era a chamada digestão coletiva. O socialismo é assim: começa propondo a salvação da humanidade e termina numa grande… Bem, você sabem.

Os que ainda se dizem socialistas têm razão em dizer que o fim da União Soviética e a queda do Muro de Berlim marcam a morte do socialismo real, restando apenas alguns mortos-vivos como Cuba e Coréia do Norte. É verdade! Só o socialismo real morreu. O socialismo ideal — infelizmente — continua vivo na mentalidade daqueles que ainda deliram com a engenharia social, que seria capaz de produzir, a partir da ação do estado, o tal “bem comum”, a despeito, muitas vezes, da vontade dos próprios homens. Os socialistas idealistas têm certeza de que a única coisa que afasta os homens da felicidade coletiva são seus maus sentimentos, que devem ser exorcizados pela luta política, a ser conduzida por um guia ou por um partido. Ainda voltarei a este ponto.

O Muro caiu sobre a cabeça dos “planejadores” de futuro e engenheiros de gente. Mas, se olhamos a realidade aqui e alhures, tem-se, muitas vezes, a impressão de que ocorreu o contrário. Não há dúvida de que a economia socialista entrou em colapso, mas é inegável que foi a pressão por democracia e por liberdades públicas que fez dissolver o modelo. Essa pauta, no entanto, voltou a ficar acanhada nos dias que correm. O debate sobre a democracia, vital para a morte do socialismo real, desapareceu sob a imponência do crescimento chinês, por exemplo. O mundo, inclusive o Ocidente ainda democrático, olha para aquela tirania com os olhos entre tímidos e gananciosos do realismo político. “Tímidos” porque parecemos ter abraçado a tese de que a democracia vai bem para nós, mas eles lá podem ter descoberto a sua própria maneira de fazer as coisas. E “gananciosos” porque, afinal de contas, o capitalismo à moda chinesa, que se chama “socialismo” por lá, é uma fonte e tanto de lucro. E, querem alguns, livrou o mundo do caos — e a China cresceu, ela própria, na crise porque exerce a economia de mercado sem obedecer as suas regras: do comezinho desrespeito ao direito de patente ao dumping mais descarado. Vinte anos depois da queda do muro, a deocracia universalista, que não deixou pedra sobre pedra por lá, cedeu a esse realismo tosco.

Ao longo de vinte anos, o “socialismo ideal” foi se reciclando e se insinuando nos espaços decisórios das sociedades de mercado, tornado influente a sua pauta e substituindo o valor supremo da liberdade — que foi a força que realmente derrubou o muro — pelos chamados “direitos coletivos” (seja lá o que esse troço signifique), que podem, a depender do caso, sufocar e esmagar os direitos individuais.

  Na Europa e nos Estados Unidos, onde, por ora ao menos, as instituições são menos permeáveis à ação de aventureiros, a pressão dos “socialistas idealistas”, dos vendedores do sonho coletivista, se expressa no universo da cultura e, eventualmente, das políticas educacionais e sociais. O Ocidente aprendeu a odiar a si mesmo, vendo-se como matriz de todos os desatinos. Certa cultura acadêmica pretende, por exemplo, que foi o Ocidente que inventou o terrorismo islâmico. Alguns celerados se juntariam com o intuito de destruir os valores ocidentais porque não saberíamos compreendê-los e ver o mundo segundo a sua ótica… Não é mesmo uma graça?

Na América Latina — e o Brasil não está imune a este mal —, além da contaminação da esfera cultural, há também a pressão sobre as instituições, exercida por minorias militantes (e o “idealismo socialista” ainda é o norte) que pretendem impor a sua vontade em nome do bem coletivo, do chamado “bem comum”. Tentam jogar no lixo os princípios liberais, que respondem pelo bom progresso da humanidade, em nome de sua pauta de particularismos disfarçados universalismo. Para descer ao chão: os Kirchner, na Argentina, incentivam bandidos de um sindicato a impedir a livre circulação de jornais. No Brasil, Lula pretende criar um órgão paralelo ao TCU porque não aceita que seu governo seja submetido às regras da vigilância e transparência — ao menos as possíveis. Chávez, por óbvio, é o melhor exemplo de como usar instrumentos da democracia para solapá-la.

Vinte anos depois da queda do Muro de Berlim — e, na verdade, do fim da União Soviética —, saudemos, sim, a exposição da verdade sobre aquele modelo. O homem Não cabe naquela engenharia. Mas também não vamos nos dar por satisfeitos. Não é verdade que o regime de liberdades individuais e que a democracia política encontraram ali a sua vitória definitiva.

Ainda que sob nova roupagem, a ameaça à liberdade está mais presente do que nunca. O antigo e suposto universalismo socialista — “construir o novo homem” — manifesta-se, hoje em dia, nos particularismos influentes que, deixados à vontade, corroem o sistema que garante as liberdades individuais. E pouco importa qual seja a pauta dessa gente: os pobres, o “povo” (ainda ele), as ditas minorias raciais, a ecologia…

Viva o fim do muro,  que iluminou o passado! Agora é preciso que o regime democrático recupere a iniciativa para demonstrar que é o único futuro que vale a pena ser vivido. No momento, aqui e alhures, ele está em baixa.

O preciso derrubar certos muros que se ergueram no pensamento.

 

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domingo, 8 de novembro de 2009

FOGÃO BATE CORITIBA !



20 anos da queda do Muro de Berlim

Parte 1



Parte 2








sábado, 7 de novembro de 2009

Curso de Esperanto na UEP

Hoje eu fui à União Espírita Paraense para conhecer e aprender um pouco mais sobre o Esperanto, a língua planejada mais falada no mundo e, que está sendo oferecido gratuitamente na UEP, e claro, não poderia perder essa oportunidade de estudar uma língua que foi criada pra servir de “segundo idioma” para os povos. Lendo o material de estudo para iniciantes, pude perceber que o Esperanto é um apanhado das principais línguas européias, como o Francês, alemão, Português, espanhol, etc. Posso até estar enganado, mas foi à sensação que eu tive ao ler o material.

Muitas pessoas associam o Esperanto somente à doutrina espírita. Nada a ver! Foi o espiritismo que adotou a filosofia do Esperanto para a divulgação de suas convicções. Inclusive, há congressos católicos esperantistas para a divulgação da língua.

É importante notar a importância que o Esperanto para fortalecer a amizade e a fraternidade entre os povos, e, muitas pessoas, por falta de conhecimento, dizem se tratar de uma língua “artificial”, mas que de artificial não tem nada. O Esperanto é uma experiência de vida, e sabemos muito bem que Natureza é vida.

O PAPEL NEFASTO DA CNBB

Por Jomar Martins


 O apoio da esquerda católica à causa da reforma agrária socialista vem maculando os verdadeiros princípios da Igreja de Roma e afastando os fiéis dos templos. Os menos esclarecidos não sabem distinguir o joio do trigo e chegam a tomar os propósitos do MST como iguais aos da Igreja.

Com o objetivo de colocar as coisas em seus devidos lugares, e para divulgar o verdadeiro propósito da Igreja Católica, o advogado paranaense André F. Falleiro Garcia resolveu criar o site Sacralidade, em outubro de 2008.

Nesta entrevista exclusiva, Falleiro explica como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aderiu à luta pela reforma agrária e de que forma se transformou num ‘‘poder paralelo’’ que vem solapando o estado de direito, ao criar as bases para implantação do comunismo no País. ‘‘Enquanto os bispos não cortarem a própria carne e extirparem este órgão malsão, veremos o aprofundamento dos conflitos no campo e o declínio da própria fé católica’’, resume.
 
Afora o tom crítico, André Falleiro Garcia frisou que sua opinião não importava em ataque pessoal contra nenhum prelado católico. Ao enunciar com serenidade seu próprio pensamento, insistiu que guardava a consideração e a fidelidade “devidas aos membros da Sagrada Hierarquia na medida estabelecida pela doutrina católica tradicional”. E não deixou de fazer um “cortês convite ao diálogo”, estendido a todos que discordem de sua opinião.

E N T R E V I S T A
 
 Jomar Martins — Em que momento a Igreja Católica resolveu encampar as chamadas ‘‘lutas sociais’’ no Brasil?
 
André F. Falleiro Garcia — Até praticamente o final da década de 40, predominava no ambiente religioso brasileiro o catolicismo conservador. A ortodoxia doutrinária era uma característica generalizada que ainda se notava no clero e nas associações religiosas de leigos. A grande controvérsia que houve na Ação Católica, em 1943, serviu como freio para impedir o avanço do esquerdismo. Mas, em 1952, foi fundada a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Teve como primeiro secretário-geral Dom Helder Câmara (falecido em 1999), que era então bispo auxiliar do Rio de Janeiro. Este prelado, de fato, mereceu ser chamado de “Arcebispo Vermelho”. Os anos 50 foram marcados pela intensa fermentação do esquerdismo — no clero e nas associações dirigidas por leigos — promovida pela CNBB e Dom Helder Câmara. De modo que, em 1960, a esquerda católica já estava articulada e pronta para a atuação pública direcionada às ditas “demandas sociais”. Em toda a década de 60, houve acirrada polêmica nos meios católicos. A esquerda católica foi, então, fortemente combatida no plano ideológico. Vale citar a atuação do movimento de leigos ligados ao jornal Catolicismo, dirigidos por Plínio Corrêa de Oliveira. Nesta luta, também se destacaram o bispo de Campos (RJ), Dom Antônio de Castro Mayer, e o de Jacarezinho (PR), Dom Geraldo de Proença Sigaud. Todos travaram calorosa polêmica com os agrorreformistas católicos. Quando estalou a campanha agrorreformista no Brasil, no início dos anos 60, este grupo, por meio dos dois bispos, um líder católico leigo e um economista, lançou o livro Reforma Agrária — Questão de Consciência. Era o contraponto no mundo católico.
 
P — Houve um fato marcante, considerado divisor de águas?
 
R — Sim. Há um fato simbólico que pode ser considerado como o início da atuação pública da esquerda católica. De forma bombástica, em 5 de dezembro de 1960, numa transmissão coletiva, as TVs Tupi, Paulista e Record entraram em cadeia para levar a São Paulo e ao Brasil um pronunciamento da mais alta importância, favorável à reforma agrária a ser aplicada no Estado. Participaram e fizeram uso da palavra Dom Helder Câmara, secretário-geral da CNBB, e mais seis bispos. Sob os holofotes da mídia televisiva, Dom Helder leu trechos da Declaração dos Arcebispos e Bispos presentes à Reunião das Províncias Eclesiásticas de São Paulo. De fato, todo o episcopado paulista tinha acabado de se reunir, sob a presidência do cardeal-arcebispo de São Paulo, Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta, e havia estudado o Projeto de Revisão Agrária (Projeto de Lei nº 154/60 e seu Substitutivo). Tal projeto fora proposto pelo governador democrata-cristão do Estado de São Paulo, Carvalho Pinto. Os bispos, nessa Declaração, diziam que se sentiam felizes de poder afirmar que se tratava de um projeto de lei de reforma agrária “inspirado nos princípios da doutrina social da Igreja”. Mencionavam a Carta Pastoral Coletiva dos Cardeais, Arcebispos e Bispos do Brasil, de 1951, em que havia um longo trecho sobre reforma agrária, que começava dizendo: “A Igreja não tem o direito de ser indiferente à reforma agrária”. E também citavam outro pronunciamento de todo o Episcopado do Brasil, feito em 1958, sobre a reforma agrária. A meu ver, foi o espetaculoso pronunciamento destes bispos, em 1960, assistido na TV por milhões de pessoas, que marcou o início da ação pública, em larga escala, da esquerda católica engajada na promoção de uma vasta campanha agrorreformista.

P — O Partido Comunista Brasileiro é o pioneiro da reivindicação da reforma agrária no Brasil, desde os anos 20 do século passado. O que levou a CNBB, desde a sua fundação, a abraçar esta causa revolucionária comunista?
 
R — Seria forçado e não corresponderia à realidade brasileira afirmar, simplesmente, que o Partido Comunista (PC) se infiltrou na Igreja Católica e a dominou. Afinal, o PC brasileiro sempre foi um anão, uma coisa liliputiana mesmo. O que se passou, de certo modo, foi o contrário. A força propulsora da esquerda é que proveio do setor católico. Foi significativa a participação católica para a formação do Partido dos Trabalhadores (PT) e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). As Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), nos anos 80, possuíam oitenta mil núcleos e arregimentavam um milhão e meio de ativistas. É a origem de incontáveis ativistas que se engajaram nas “causas sociais”. A Igreja Católica entrou na luta revolucionária, porque houve uma infiltração do esquerdismo em seu interior. O clero esquerdista reuniu leigos e organizou movimentos sociais, os quais, por sua vez, promoveram a agitação social. E essa infiltração ideológica não pode ser atribuída exclusivamente ao PC. Na realidade, desde os anos 50, seminaristas e sacerdotes novos iam à Europa fazer cursos e completar sua formação religiosa. Em geral, voltavam convencidos das idéias esquerdistas. E aqui começavam a colocar em prática os novos métodos de ação apreendidos no exterior. Não se pode desconsiderar, entretanto, a possibilidade de certa infiltração propriamente comunista na Igreja.
 
P — O apoio da CNBB a invasões e depredações a propriedades privadas não é imoral, considerando que a Igreja se assenta sobre valores elevados de conduta?
 
  R — Estes atos são imorais por dupla razão. Primeiro, por violar dois mandamentos sagrados do Decálogo: não roubarás; não cobiçarás as coisas alheias. E, em segundo, por violar frontalmente o instituto da propriedade privada, que o estado democrático de direito protege, conforme previsão constitucional. Assim, é moralmente [e legalmente] condenável o ataque a propriedades privadas, feito por grupos do MST e seus congêneres. O apoio que recebem da Igreja, por meio da Comissão Pastoral da Terra (CPT), não legitima moralmente estas invasões. É imoral toda a contribuição que a CPT proporciona para o esbulho das propriedades dos particulares. Como, aliás, também é imoral a desapropriação confiscatória, feita pelo Estado brasileiro, a preço vil e com finalidades socialistas. Sob o ponto de vista da moral cristã, conforme a tradicional doutrina social católica, todos os que executam ou apóiam ações contra os legítimos proprietários cometem pecado mortal. Os que se apossam de terras por esse meio imoral não podem ser absolvidos em confissão, se não as restituem aos seus legítimos donos.
 
P — A Igreja assume, então, um esforço deliberado de minar o instituto da propriedade privada?
 
R — Eu não diria que toda a Igreja trilha este caminho. Mas é verdade que os maus pastores estão minando o direito de propriedade em nosso país. E isso é muito grave. Não fossem estes, os ditos “movimentos sociais” (MST, Quilombolas, Indigenistas, Ambientalistas) perderiam o melhor do seu dinamismo. Para compreender o que acontece no interior da Igreja, seria preciso levar em conta que ela passa por um processo de autodemolição, conforme alertou o Papa Paulo VI já nos anos 70. Esta crise penetrou nas estruturas da Igreja Católica em todas as nações onde está instalada. Talvez o maior fator de promoção da autodemolição no Brasil seja a CNBB. Cada bispo, em sua diocese, presta contas e está diretamente ligado ao chefe da Igreja, o Papa. Este sistema se revelou o mais apropriado ao longo de quase dois mil anos. Mas, nos anos 50, houve uma mudança na gestão que afetou os pilares da hierarquia: foram criadas as Conferências Episcopais, órgãos colegiados representativos da classe. A CNBB, criada em 1952, não faz parte da hierarquia da Igreja, mas age como se fosse a chefia de fato da Igreja Católica no Brasil. Com isso, usurpa a autoridade dos bispos e exerce sobre eles um férreo controle de opinião e de ação. Ademais, a CNBB — por meio de seu órgão que cuida da questão indígena (o Conselho Indigenista Missionário-CIMI) e do que trata da questão agrária (a CPT) — faz o papel de acelerador da revolução socialista no Brasil. Logo, a Igreja Católica, numa primeira leitura, não está toda ela comprometida com estes crimes. Na agitação agrária, estão engajados a CNBB, com seus braços de agitação social, e alguns bispos marcadamente esquerdistas.

P — O sr. pode citar um exemplo de como age a CNBB?
 
R — Exemplos não faltam. Na questão indígena, o aborto e o infanticídio são promovidos nas tribos sob o olhar complacente dos agentes do CIMI. Mas vamos pegar o caso recente da menina de Alagoinha (PE), que foi estuprada pelo padrasto e engravidou de gêmeos. O então arcebispo de Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, anunciou publicamente que o Código Canônico previa a pena de excomunhão automática para todos os envolvidos. Excetuou, apenas, a criança de nove anos, por imaturidade. Em seguida, manifestou-se o cardeal Giovanni Battista Re, titular da Congregação para os Bispos do Vaticano e presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina, que considerou como “justa a excomunhão de quem provoca um aborto”. Até aí, nota-se a coragem do arcebispo de Recife, apoiada pelo cardeal romano, que também fez a defesa da cultura da vida. Não bastasse a estrondosa campanha midiática que sobreveio logo em seguida contra Dom José Sobrinho, também a CNBB encarregou-se de demolir o posicionamento dele. Por meio de seu secretário-geral, bispo Dom Dimas Lara Barbosa, a CNBB desautorizou a iniciativa do arcebispo de Recife e Olinda de anunciar a excomunhão. A CNBB atuou como se fosse a chefia da Igreja Católica no Brasil. Assim, desacreditou D. José Sobrinho. Em última análise, prevaleceu a impunidade: não ficam excomungados os envolvidos no aborto dos gêmeos. E, em mais um lance autodemolidor, entrou no jogo outro bispo do Vaticano, Dom Rino Fisichella, presidente da Pontifícia Academia para a Vida. Este, ao invés de condenar a cultura da morte, como seria sua obrigação, também desautorizou e desacreditou Dom José Sobrinho. Assim, acredito que a extinção deste órgão representativo eclesiástico seria uma medida oportuna e salutar, indispensável para que a Igreja Católica vença a grave crise que a aflige.

P — O Vaticano tem conhecimento da situação? Apóia este viés revolucionário?
 
 
R — O Vaticano tem conhecimento da situação. Chegou a tomar uma atitude, embora tímida, há alguns anos, em relação ao ex-frei Leonardo Boff. Houve também pronunciamentos de João Paulo II a este respeito em Puebla (México). Mas não há, desde o Concílio Vaticano II (outubro de 1962 a dezembro de 1965), infelizmente, uma voz clara e unívoca na Igreja, a respeito da questão socialista e comunista, como nos tempos de Leão XIII, S. Pio X, Pio XI e Pio XII. No plano doutrinário, houve a rejeição do marxismo na encíclica Centesimus Annus, de João Paulo II, editada em maio de 1991. Contudo, no plano prático, nota-se a contradição e a incoerência. Por exemplo: em 1974, o cardeal Agostino Casaroli, então Secretário de Estado do Vaticano, numa visita a Cuba, fez um pronunciamento que levava os católicos a não mais se oporem ao comunismo. Mais recentemente, já no pontificado de Bento XVI, o atual Secretário de Estado, cardeal Tarcísio Bertone, também numa visita a Cuba, emitiu declarações semelhantes às que fez o cardeal Casaroli. O que se observa é que dentro da Igreja Católica há um entrechoque de opiniões. Estas divergências envolvem tanto prelados quanto leigos. Os que discordam da política eclesial de aproximação e favorecimento do socialismo e do comunismo podem, de modo legítimo, se afirmar em estado de resistência.


Publicado originalmente no site: Sacralidade - http://www.sacralidade.com.br


sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Fernando Pessoa - AUTOPSICOGRAFIA

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas da roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração.

Fonte: Pensador.Info

Perguntem a Chávez e a Lula

Por Graça Salgueiro

Mídia Sem Máscara

Leio no site "Inforel" do dia 01 de outubro, que o senador Aloísio Mercadante (PT) apresentou um voto de censura ao acordo militar firmado entre a Colômbia e os Estados Unidos, alegando que o acordo foi celebrado "sem nenhuma consulta aos países da região". Segundo Mercadante, "No nosso entendimento, a imprescindível luta contra o narcotráfico não justifica essa escalada militarista na Colômbia, a qual poderá resultar na militarização de conflitos regionais e na geração de grande insegurança hemisférica, bem como num possível comprometimento dos processos de integração regionais". Tanto cinismo e hipocrisia soam até obscenos...

Que eu saiba, ninguém perguntou ao senador mas eu pergunto: e os acordos firmados entre Brasil e Rússia, Venezuela e Rússia, devem ficar longe não só do conhecimento do público mas também da "consulta" aos outros países da região? E por serem acordos entre a Rússia comunista de Putin e os países pertencentes ao Foro de São Paulo, isto lhes dá automaticamente imunidade para agir secreta e silenciosamente sem que nenhum bisbilhoteiro lhes peça satisfações?

Vamos aos fatos. No dia 30 de setembro de 2009 a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, da Câmara dos Deputados, aprovou o acordo de cooperação técnico-militar firmado entre Brasil e Rússia em novembro de 2008. O acordo visa a "incrementar a cooperação nos campos de pesquisa e desenvolvimento, apoio logístico, aquisição de produtos e serviços de defesa, treinamento profissional, intercâmbio de pessoal docente e discente, realização de visitas recíprocas e a realização de programas conjuntos". Fica estabelecido neste acordo que "nenhuma das partes, sem o prévio consentimento por escrito da outra, poderá vender ou transferir a terceiros os produtos de destinação militar, bem como as informações obtidas ou geradas através da cooperação". Quer dizer: tudo o que se fizer mediante este acordo, deverá permanecer em sigilo, sendo do conhecimento apenas das partes envolvidas, ou seja, Brasil e Rússia, e ninguém mais.

Agora vamos a Chávez. Em julho de 2008, Chávez ofereceu à Rússia o direito de erigir bases militares de apoio em seu território, quer dizer, da Venezuela, que ele trata como se fosse seu quintal e não do povo venezuelano inteiro. Na ocasião o diário moscovita "Izvestiya" assegurou que "a Força Aérea russa estuda transferir bombardeiros de longo alcance a Cuba em resposta ao sistema de defesa anti-mísseis que os Estados Unidos planejam instalar na Europa central". Imediatamente Chávez disse que a Venezuela estava tão bem posicionada quanto Cuba e acrescentou: "Içaremos as bandeiras, tocaremos os tambores e cantaremos canções porque será porque estão aqui os nossos aliados, com os quais nos une a mesma visão de mundo".

Vejam bem, tudo isto aconteceu em 2008, quando a Colômbia ainda não havia tratado de expandir seus acordos com os Estados Unidos, ou seja, tanto Lula quanto Chávez faziam seus acordos de cooperação militar com os russos e nenhum país vizinho foi informado ou consultado! Mas o cinismo e a hipocrisia desta gente não acabam por aí. No dia 17 de setembro, os ministros de Defesa da UNASUL reuniram-se em Quito, Equador, para debater a questão do que eles chamam "bases militares americanas" na Colômbia e alegaram que não se chegou a um consenso por causa da "intransigência de Uribe" em revelar a totalidade do acordo. Eles queriam ver o documento original, com todos os detalhes especificados ali. No dia 24 de setembro, 7 dias depois portanto, do encontro desses ministros, a Assembléia Nacional da Venezuela aprovou por maioria (pois 90% dos parlamentares são "bolivarianos"), à noite, um documento no qual decreta-se como secretos os acordos firmados entre Venezuela e Rússia, alegando que isto "nasce da necessidade de proteger todo tipo de informação classificada, que seja transmitida, recebida e gerada no desenvolvimento da cooperação técnico-militar bilateral". Esse acordo foi firmado em 15 de agosto, no entanto, no encontro da UNASUL em Bariloche, em 28 de agosto, lá estavam Lula e Chávez como donzelas ofendidas pedindo satisfações a Uribe que, cavalheiro e diplomático como só ele na região, dava-lhes explicações e pedia desculpas por "não tê-los consultado antes".

No dia 13 de setembro, Evo Morales anuncia a autorização de instalações militares russas em território boliviano, na cidade de Cochabamba, para as quais (não especifica quantas) a Federação Russa investirá dez milhões de dólares no funcionamento do novo centro de manutenção de sua Força Aérea no país sul-americano. Mas ele informou ou "consultou" seus vizinhos para tanto? Não, claro que não, e nenhum deles se queixou ou viu nisso qualquer ameaça! A única ameaça é a Colômbia, porque não pertence ao Foro de São Paulo!

Finalmente, no passado 19 de outubro o presidente Uribe esteve em visita ao Brasil num encontro na FIESP onde assinou vários acordos com Lula. Os acordos giraram em torno de ciência e tecnologia, cultura, educação e comércio. Nada se tratou acerca do combate ao narcotráfico e, dias depois, Marco Aurélio Garcia (MAG) deu uma declaração ao jornal "El Patagonico" dizendo que o Brasil "não vai mais pedir garantias à Colômbia pelo uso de suas bases militares por americanos" porque "confia na palavra de seu convidado". Ora, e o que o fez mudar tão radicalmente de opinião de uma hora para outra, sem ter visto o acordo?

A resposta parece óbvia. Estamos em ano pré-eleitoral e Lula quer emplacar sua candidata, a terrorista Dilma. Uribe conhece as relações FARC/PT reveladas pelos computadores de Raúl Reyes e John 40. Deve então ter havido um acordo entre os dois: Uribe não divulga o que sabe desses achados, e Lula deixa de pressionar pelo acordo Colômbia-USA. A diplomacia tem dessas coisas, que eu particularmente abomino, mas há muitos acordos comerciais entre o empresariado dos dois países que não podem ser prejudicados, pois se Uribe resolvesse jogar no ventilador o que sabe, isto fatalmente redundaria num rompimento de relações entre Brasil e Colômbia. Quanto ao cinismo de "seu" Mercadante, por que não exigir dele, também, explicações sobre os acordos feitos pelos seus camaradas do Foro de São Paulo?


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