segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Os perigos do partido do polvo

Por Nivaldo Cordeiro


Eu pensei que a prisão do governador do Amapá, Waldez Góes, e outras autoridades do Estado, fosse tomar conta do noticiário do final de semana. A mim me parece que a ação da Polícia Federal foi uma tentativa do Palácio do Planalto de criar um fato importante para substituir as manchetes desfavoráveis ao governo que têm se sucedido por cerca de quinze dias, desde que se descobriu a criminosa ação dos que quebraram o sigilo fiscal e bancário de pessoas eminentes ligadas ao PSDB e de familiares de José Serra. Não deu certo.

[Cabe aqui perguntar a legitimidade da Polícia Federal e da Justiça Eleitoral estarem fazendo um "segundo turno" no tapetão, cassando o voto popular e distorcendo a legítima representação. Cada vez mais, no Brasil, a alta burocracia policial e da justiça está se substituindo ao povo e se assenhorandodo Estado. Vivemos uma ditadura policial moderada. Que autoridade tem a Polícia Federal de Lula, chefe de um partido corrupto, para cassar o voto de eleitos legítimos em nome do combate à corrupção?]

O furo da revista Veja, que tem provas de transações criminosas dentro do Palácio do Planalto, recebeu a capa da revista, que novamente utilizou a expressão da semana anterior - partido do polvo - para se referir ao PT e à crescente fusão entre o Estado e o partido governante. Os jornais O Estado de São Paulo e a Folha de São Paulo de hoje repetiram a denúncia, ampliando a notícia. É certo que o noticiário tomará as manchetes da semana que entra, agora em momento bem mais próximo da data da eleição. O PT não consegue substituir as manchetes desfavoráveis que ele próprio tem gerado contra si mesmo.

A revista fez um trabalho primoroso para a opinião pública, revelando o balcão de negócios que se instalou ao lado da sala do presidente da República. O título da matéria não poderia ser mais explícito: "Propina dentro do Palácio do Planalto", envolvendo ninguém menos do que a sucessora de Dilma Rousseff na Casa Civil da Presidência da República, Erenice Guerra.

Cabe aqui perguntar se tão prolongado período de notícias negativas na grande imprensa, tanto jornais quanto televisões, não afetaram as intenções de voto, como sugere a última divulgação das pesquisas do Datafolha. Reafirmo: essas pesquisas são falsas, mentirosas e não podem ser levadas em conta. Há um conluio desses institutos de pesquisa com o partido do polvo para induzir o voto popular. Ou talvez coisa pior: mais de uma pessoa autorizada tem me falado do desconforto do uso das tais urnas eletrônicas, que impossibilitam uma auditoria na contagem de votos. Estaremos diante de um escândalo ainda maior, que burla a vontade popular? A ousadia mentirosa dos institutos de pesquisa agride a inteligência dos observadores bem informados.

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