sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Partida empatada em Honduras


A imprensa brasileira está soltando fogos de artifícios para comemorar uma possível volta de Zelaya à presidência de Honduras, o governo de facto afrouxou as rédeas, só falta o congresso aceitar ou não o retorno do caudilho ao poder, mesmo que seja para passar dois míseros meses, só para satisfazer o ego, já que os poderes de Zelaya serão reduzidos a pó.


O Brasil foi um péssimo mediador para resolver questões relacionadas à crise política de Honduras, e deixou de ser tradicionalmente um país pacificador para se tornar beligerante com aspirações chavistas. A OEA é uma entidade que já está enterrada há anos e que não resolveu bulhufas. Os Estados Unidos, com seus atuais enviados socialistas obamistas, ameaçaram de alguma forma economicamente o governo de facto para restituir Zelaya, e Honduras não teve outra escolha senão aceitar o retorno do pequeno ditador à presidência, só que com os olhares desconfiados das instituições do país.

Como num jogo de futebol, essa partida parece que vai terminar empatada. A esquerda conseguirá provavelmente derrubar a importância de obedecer à constituição com a volta de Zelaya ao poder. Mas por outro lado, ele não terá poderes suficientes nem para mandar nos faxineiros do palácio presidencial de Honduras.

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