sexta-feira, 30 de outubro de 2009

ACORDO EM HONDURAS NÃO ESTÁ CLARO

Por Aluizio Amorim


Blog Aluizio Amorim 


Li há pouco no site do Estadão uma matéria anunciando que um acordo foi firmado entre o governo do presidente Roberto Micheletti e Zelaya, segundo o qual estaria aberta a possibilidade para o embusteiro de Honduras retornar ao poder.


Segundo o texto, o acordo prevê que o Congresso Nacional decidirá se Zelaya voltará ou não ao poder. Ato contínuo (êpa!) o Governo americano anunciou que apóia as eleições marcadas para o dia 29 deste mês de novembro.


Zelaya foi destituído pela Suprema Corte de Justiça hondurenha de acordo com a Constituição, a qual não admite mais de um mandato presidencial e pune o seu ocupante que tentar alterar esta cláusula pétrea. E foi isto que Zelaya tentou através de um referendo – a quarta urna – e por isso foi destituído do cargo.


Os fatos são estes e nada indica que Zelaya voltará ao poder, até porque não se falou nem mesmo em prazo para o Congresso decidir.


O que fica evidente é que Zelaya e seus familiares já estavam no limite dentro da Embaixada brasileira, sitiados pelas Forças Armadas, numa situação extremamente incômoda. Parece também que a vida teria voltado à normalidade em Honduras e a maioria da população não quer saber da volta do títere chavista e aguarda as eleições.


Há também outro aspecto. Se realmente o acordo foi firmado Zelaya abandonaria a Embaixada, aliviando a saia justa em que Lula se meteu ao hospedar o presidente deposto. Tal fato levou nesta semana o governo de Honduras a processar o Brasil na Corte Internacional de Justiça de Haia.


A matéria que está no site do Estadão não é conclusiva e reflete o esforço dos Estados Unidos – leia-se Obama – de encontrar uma saída “honrosa” para Zelaya e Lula.


A interpretação que dou a esta notícia é que esse acordo é fajuto. E mais uma vez a grande imprensa e seus jornalistas lacaios do esquerdismo escamoteiam a verdade dos fatos.




Vamos aguardar.


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